Iara heyê ê ê ê hey! Iara hêêê Ê... Iara Ê... Iara Heya heya Iara heya rá! Eu vim Na curva do rio Na taça do lírio Nas asas do gavião Eu vim Na gota do orvalho Na sombra de um carvalho No risco de um carvão, eu vim Mas pra força do canto chegar Foi preciso silenciar Saber ouvir No pulso do coração A voz que vibra do chão A poesia estelar Eu sou A onça pintada A jiboia encantada Os mistérios da mata eu sou E vou Na queda da cachoeira Desbravando fronteiras Uma nação inteira, eu sou Sei que querem silenciar Nossa tribo acinzentar E vou seguir No sopro de um Xamã Num raio de Deus Tupã Nos braços de Iemanjá Mais que nunca é preciso cantar Por amor vamos guerrear E fazer florir O fruto de cada grão As cores na escuridão O canto da sabiá Heya heya heya heya rá Heya heya heya Iara Laralarala Iara Laralarala Iara Heya heya Iara laraiá Sei que querem silenciar Nossa tribo acinzentar E vou seguir No sopro de um Xamã Num raio de Deus Tupã Nos braços de Iemanjá Mais que nunca é preciso cantar Por amor vamos guerrear E fazer florir O fruto de cada grão As cores na escuridão O canto da sabiá Heya heya heya heya rá Heya heya heya Iara Laralarala Iara Laralarala Iara Heya heya Iara laraiá Iô iô Iara... Heya heya heya heya rá Heya heya heya Iara Laralarala Iara Laralarala Iara Heya heya Iara laraiá Eu vim para me unir Aos povos da floresta