Não há ontem, nem hoje, nem amanhã Quando a tal tecelã vai puxando o fio Que amarra e desata o nó da manhã Segue a vida, seu curso, indo rente ao rio E ela solta a vela Sempre tem motivos pra voltar ♪ Na centelha que acende essa imensidão Até onde o olhar sabe repousar Na jangada ela sai sem ter direção Procurando o que está mais além do mar Sonha na janela Sempre tem motivos pra ficar ♪ Mas um dia o horizonte é quem vai rasgar Os papéis do desejo e da tradição E, então, um incêndio há de enfim queimar As paredes do andar da desilusão E ela, sentinela Vai partir pra nunca mais voltar