Quando o mundo foge de você Quando não há mais o que fazer Pegue essa baqueta obsoleta Esquecida na gaveta E procure onde bater Raia um sol meio incolor Saia em busca do que for Quando a natureza fica cinza E a cultura está ranzinza Não escuta o seu clamor Toque o tambor Toque até bombar Toque pra se impor Toque até tombar Toque por tocar Siga o pendor Para percutir Para barulhar Para alguém ouvir Para não parar Então porque parou? Então parou porquê? Quando o mundo inteiro vai pra trás Gente, vento, plantas e animais Quando não tem nada ali na frente Só seu pulso persistente Que não cansa de pulsar Bora! Ninguém quer emborar Piora! Depois de melhorar Quando não há luz no fim do túnel Não há sonho momentâneo Nem um pingo de suor Toque o tambor Toque até bombar Toque pra se impor Toque até tombar Toque por tocar